Quem nasceu pra ser “Frozen” nunca vai ser “O Rei Leão”? Por que os jogos de hoje são tão fáceis?

Faaala galera!

Sempre que um grupo de gamers velhos experientes se reúne para conversar, uma discussão não pode faltar: “Os jogos de hoje são muito fáceis! Na nossa época que era bom, os jogos eram muito mais difíceis”. E minha resposta para esse assunto sempre esteve na ponta da língua, “Isso é tudo culpa dessa geração criada a leite com pera e ovomaltine, quem nasceu pra ser Frozen nunca vai ser O Rei Leão mesmo”, mas agora que sou me acho um comunicador, resolvi pensar mais sobre o assunto.

Battletoads-Arcade

É inegável que, nas últimas décadas, a dificuldade dos jogos de videogame vêm caindo bastante. Recentemente precisei fazer uma viagem longa e escolhi jogar o clássico “Rei Leão” do sNes para matar o tempo e pude comprovar esse aumento na dificuldade rapidinho. Em menos de um minuto já tinha perdido a minha primeira vida :P. Enquanto os jogos de hoje são repletos de tutoriais e ajuda para quem não está indo bem (no último jogo do Mario lançado, se você morrer 3 vezes em uma mesma parte, uma estrelinha cai do céu para te ajudar!), a década de 90 é recheada com verdadeiras provas de fogo, o jogo Battletoads, por exemplo, já foi considerado mais de uma vez o jogo mais difícil da história. Mas, afinal, o que aconteceu? Por que os jogos de hoje se tornaram tão mais fáceis? Respondi essa pergunta com alguns pontos que acho fundamentais.

“Existem dois tipos de jogadores de “Battletoads”, os que emperraram na fase das motos e os que estão mentindo”.
– Do livro “Os 100 Melhores Jogos”

Game Over para o Game Over

A história dos videogames se mistura com a história dos fliperamas, uma plataforma que realmente “queria” que o jogador perdesse, afinal, era assim que se ganhava dinheiro com as fichas. Foi essa influência dos fliperamas que fez com que tivéssemos poucas vidas para zerar um jogo e também foi ela que originou o famigerado “Game Over”, não tinha mimimi, se perdesse você tinha que voltar para o começo do jogo.

Pouco espaço nas fitas antigas

Enquanto nas mídias de hoje é possível gravar dezenas e dezenas de horas de gameplay, antigamente esse espaço era bem limitado e por isso os desenvolvedores tinham que aumentar a vida útil dos jogos na dificuldade, isso fazia com que os jogadores levassem semanas para vencer um jogo de poucas horas.

The Last of us Senta que lá vem história, o foco na narrativa

A narrativa tem uma importância gigante nos jogos de hoje. A cada dia vemos histórias mais envolventes, com plot twists surpreendentes e personagens mais cativantes. Jogos como “The Last of Us” e “GTA V” tem enredos dignos de Hollywood, mas do que adianta tudo isso se o jogador nunca conseguir saber o fim da história?

O mar está cheio de peixes, é preciso cativar o jogador

Hoje em dia existem milhares de opções de entretenimento de fácil acesso para os gamers, jogos novos sendo lançados quase diariamente, ninguém mais quer perder muito tempo na mesma parte de um jogo sendo que existem outros vários para serem jogados. Para evitar que o jogador perca o interesse, é muito comum desenvolvedores usarem estratégias para “desempacar” o jogador, como a do Mario que citei a pouco.

A família dos gamers cresceu

Nunca se jogou tanto videogame. O nicho dos jogos não se limita mais a nerds que amam passar horas e horas com o controle na mão e os jogos precisaram se adaptar a isso, um público diferente pede características diferentes. Enquanto um gamer hardcore pode escolher a dificuldade mais alta e ficar se tornando um especialista para “platinar” um jogo, o gamer casual pode simplesmente sentar e praticamente “assistir” o jogo como um filme… e tem muita gente que gosta muito de só “assistir” os jogos (sim, estou falando com você, Rodolfo).

É claro que para tudo isso que eu falei existem exceções (quem jogou a série Souls, Bloodborne ou Ninja Gaiden sabe muito bem de que exceções eu estou falando), mas é um fato que as coisas precisam ir se reinventando com o tempo. A magia é que a indústria dos jogos hoje é gigantesca e não importa qual o seu estilo, tenho certeza que existe um jogo para ser a tampa da sua panela. Eu sigo aqui, nostálgico, com aquela vontade de jogar o controle na parede de cada vez que eu morria para o chefe índio de Sunset Riders ou ficava sem ar nas fases de água do Sonic.

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  • Carlos Henrique Oliveira

    Entrei nessa página com a mão da discórdia até tremendo. Mas concordo com tudo que foi dito (Na verdade não há com o que concordar, já que só li fatos.). 🙂

    • Matheus Reis

      kkkkkkkkkkkkkkkk vlw manolo!

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  • capitão-do-mato

    Pura verdade!