“Making a Murderer”: a sensação do Netflix

Hey ho!

Talvez você estivesse por marte no último mês, então não sabe do que eu estou falando. Mas em 18 de dezembro de 2015, o Netflix lançou o documentário “Making a Murderer“, que conta a história de Steven Avery, um morador de Manitowoc, Wisconsin (EUA).

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O documentário começa contando a história de Avery, que passou 18 anos preso acusado de um estupro. Na época em que ele foi preso, tinha 23 anos e se dizia inocente, mas ninguém acreditou em sua história. O que vemos nos primeiros episódios são as provas que a polícia utilizou para prender Avery, juntamente com o fato de que ele e sua família não se encaixavam muito nos padrões da cidade onde viviam.

E logo vem a primeira reviravolta da série: Avery foi inocentado em 2003, depois de cumprir 18 anos da pena, por um exame de DNA que provou que ele não era culpado do crime. Ao ser solto ele virou notícia, processou o Estado e estava muito perto de conseguir uma multa milionária por causa do erro cometido pelo sistema de justiça norte-americano.

Você deve estar pensando “O que poderia dar errado?”, pois bem, foi o que eu pensei também. Nos dois primeiros episódios do documentário, eu não estava muito empolgada com a narrativa, cheguei inclusive a considerar um pouco tedioso, mas segui em frente e aí descobri por que o documentário foi descrito como o melhor show do Netflix em 2015, inclusive culturalmente, dado que foi tudo baseado em fatos reais.

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Em meio aos depoimentos do processo que Avery estava movendo contra o Estado, ele foi preso novamente, acusado de assassinato. Sim, isso poderia dar errado. Como um dos advogados de Avery diz:

Você pode afirmar que nunca cometerá um crime, mas não significa que nunca será acusado de um.

Jerry Butting

E, a partir daí, o documentário vai trazer uma série de reviravoltas. Sim, se você acha que ser acusado de assassinato já é o suficiente, você não conhece a história de Steven Avery, ele foi a última pessoa a ver Teresa Halbach viva – e evidências parecem sugerir que ele a matou. Avery foi a julgamento em 2007, condenado pelo assassinato de Halbach e está na prisão desde então.

O documentário foi produzido pelas diretoras Moira Demos e Laura Ricciardi, que depois de conhecerem a história de Avery acreditaram que havia mais do que aparentava por detrás dos acontecimentos. Elas se mudaram para Manitowoc por dois anos e passaram quase 10 anos trabalhando neste documentário.

Não vou apresentar spoilers aqui, mas, desde o lançamento do documentário no final de dezembro, não se fala de outra coisa na internet (tá, pode ser que tenham outras coisas haha). E você pode encontrar diversos fóruns e chats onde estão sendo postadas “provas” de por que Avery é culpado ou inocente.

Eu, particularmente, terminei de assistir o seriado, foi um sábado inteiro dedicado a isso haha, acreditando plenamente que Avery é inocente e não deveria estar preso. As pessoas que concordam com esse ponto de vista inclusive pediram que Barack Obama perdoasse Steven, mas parece que não deu muito certo. Depois de algumas poucas horas buscando mais informações na internet, onde você pode ter acesso a quase todas as provas apresentadas no caso, passei a não ter tanta certeza assim da inocência de Steven, mas preciso de um novo documentário com mais informações haha.

E ai, já assistiu “Making a murderer”? Você acredita que Avery é culpado do assassinato?
Você também pode me encontrar aqui 😉 

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