The Bletchley Circle – Mais uma série sobre mulheres fortes

Heyy!

Depois de terminar Miss Fisher na Netflix, esse streaming maravilhoso me indicou outra série parecida: The Bletchley Circle. Mais uma série sobre mulheres empoderadas e fortes em uma época (pós Segunda Guerra) que elas só podiam basicamente cuidar da casa.

A série britânica estreou em 2012 como uma minissérie e, por conta da boa recepção, a ITV encomendou a segunda temporada, mas infelizmente não foi continuada para a terceira 🙁 Com isso, a série conta com somente 7 episódios de 1h cada, ou seja, da para ver tudo rapidinho.

Criada por Guy Burt (The Borgias), a história gira em torno de um grupo de mulheres que, durante a 2ª Guerra, trabalhava para o governo decifrando os códigos alemãs.

Susan (Anna Maxwell Martin de Bleak House e South Riding), especialista em matemática, Millie (Rachael Stirling, de Women in Love), capaz de compreender quatorze idiomas, Lucy (Sophie Rundle, de Titanic), com memória para se lembrar de números e datas, e Jean (Julie Graham, de Survivors), mulher metódica com acesso a documentos importantes, são funcionárias selecionadas pelo governo com a missão de decifrar os códigos alemães. Nove anos mais tarde, elas voltam a se reunir para desvendar crimes. A segunda temporada marca a despedida de Susan, que é substituída por Alice (Hattie Morahan, de Alice através do Espelho), outra mulher que fez parte do grupo durante a 2ª Guerra.

Veja

(Não achei trailer legendado 🙁 )

Como já disse várias vezes, seriado de época + série policial + personagens femininas inspiradoras = receita para conquistar o meu coração. O mais legal é que elas não são simplesmente ousadas por tentarem resolver crimes, mas elas aplicam lógica e matemática para entender os assassinos. Elas são uma espécie de Criminal Minds dos anos 50, mas nada oficial, obviamente.

Para Susan, todas as pessoas vivem seus dias através de padrões, ela mesma deu um exemplo para o chefe da polícia:

Você vem para o trabalho de um lado da rua e volta pelo outro, pode acreditar que assim é mais rápido, mas, na verdade, só está criando um padrão para ser seguido.

E, assim, ela pode estudar os assassinos e entender o seu padrão de desova, de sequestro, de assinatura e tudo mais, eu acho isso muito massa haha Como todas elas trabalhavam com códigos, elas lidam com cada caso como se fosse um código a ser quebrado e não medem esforços para procurar as provas que precisam.

Além disso, elas ainda precisam lidar com a sociedade machista, autoridades que custam a escutá-las e maridos que acham que elas deveriam cuidar mais da casa e das crianças. Então é um bom retrato para entendermos como era aquela época e que, sim, existiram mulheres fodas, apesar de não conhecermos.

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Outro ponto interessante é que elas são representadas como mulheres comuns, que entendem muito de matemática, mas que também têm os seus altos e baixos. Ao contrário de Phryne Fisher, que está sempre de bom humor e disposta para resolver mais um caso, elas têm os seus traumas e seus momentos de não querer mais saber de assassinato nenhum.

E, uma das coisas mais legais, elas erram! Nada de Criminal Minds e acertar o perfil do assassino logo de primeira. Elas precisam levantar várias teorias, quebrar a cara, tentar ver outros padrões e buscar por mais provas para entender de verdade o que está acontecendo.

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Super recomendo para quem busca uma série curtinha, se inspirar nessas mulheres e ainda querer estudar um pouquinho mais matemática e lógica haha

Alguém já assistiu? Qual outra série você indica que tem essa mesma pegada? 😀

 

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